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Marcelo de Abreu

Empresário, escritor e palestrante. Especialista em gestão de pessoas e liderança.

Felicidade no trabalho é estratégia, e eu posso provar.

A felicidade precisa estar na agenda da sua empresa e ser uma das prioridades do seu negócio!

Parece uma afirmação estranha? Pois posso garantir que monitorar e investir na felicidade dos seus colaboradores deixou de ser um conceito abstrato para se tornar uma estratégia de negócios comprovadamente eficaz, que precisa estar na pauta de líderes e do RH o quanto antes.

Um sinal disso é o aumento de contratações para a posição de Chief Happiness Officer (CHO), que pode ser traduzido como “Chefe da Felicidade Corporativa”. Essa função surgiu pela primeira vez em uma empresa dinamarquesa em 2003, e hoje já possui mais de 4 mil profissionais contratados para ela. Inclusive em grandes marcas como Amazon, Airbnb e Google (que são referência quando falamos sobre cultura organizacional).

O papel do CHO é medir e acompanhar os índices de felicidade no ambiente profissional, traçar ações para melhorá-la, engajar lideranças e várias outras tarefas importantes para manter todos os colaboradores felizes. Mas nada disso é feito apenas para ver todos sorrirem (ainda que isso também seja importante).

Você já deve ter ouvido a frase “feito com a força do ódio” por aí, certo? Geralmente ela é associada a alguma atividade que foi finalizada com a energia e determinação geradas pela raiva. Uma emoção que pode, sim, ser combustível para alguns momentos, mas que nem de longe é a melhor companheira a longo prazo.

Com a experiência, aprendi muito sobre como minha emoções podem servir como aliadas durante a rotina e, quando falamos no longo prazo, a que melhor contribui com uma energia saudável e que alcança os melhores resultados com certeza é a felicidade. E faço essa afirmação com base também em diversos estudos que demonstram que profissionais mas felizes:

São 31% mais produtivos, 3 vezes mais criativos e conseguem vender 37% mais, segundo uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia.

Sofrem 50% menos com acidentes laborais, com 23% mais lucratividade para as empresas e 78% menos turnover, segundo a Gallup.

São 85% mais eficientes, 300% mais inovadores e geram um aumento de 50% na receita das empresas, segundo a Harvard Business Review.

Ficam 75% menos ausentes por doenças, 180% mais dispostos, 108% mais engajados, 82% mais satisfeitos com o trabalho e 28% mais respeitosos com colegas segundo o livro “Happiness at Work: Maximizing Your Psychological Capital for Success”.

Ainda tem dúvidas? Temos um exemplo aqui no Brasil que conseguiu alcançar resultados mensuráveis e que servem como inspiração para muitas organizações: o caso Heineken, onde o grupo criou a Diretoria da Felicidade, em 2023, com o objetivo de investir em ações com foco no bem-estar dos colaboradores e tornar a felicidade uma parte central da sua cultura organizacional em 5 anos.

O Grupo Heineken conta com mais de 15 mil colaboradores, onde atualmente cerca de 1300 deles atuam como “Embaixadores da Felicidade”. Eles são colaboradores voluntários capacitados por profissionais especialistas e que ajudam a disseminar a cultura, desenvolvida com base na psicologia da felicidade.

Em um ano e meio a empresa foi de 18% para 82% em engajamento, alcançando o índice de satisfação 8,7 em uma escala de 0 a 10 em suas pesquisas de felicidade, que são feitas quinzenalmente.

Mais felicidade gera mais engajamento, produtividade e resultados. Tudo enquanto diminui a rotatividade, os afastamentos por doenças e os conflitos no ambiente de trabalho.

É um fato: a felicidade não é apenas um motivador bom de se ter na equipe, é um elemento essencial para os profissionais modernos (que possuem prioridades mais ligadas ao bem-estar e saúde mental do que remuneração e cargos de liderança). E, para alcançá-la e, ainda mais importante, mantê-a na rotina, é preciso trabalhar na liderança.

Afinal, 70% da felicidade no trabalho depende do chefe direto, segundo uma pesquisa feita pela Juliana Sawaia (cientista e pesquisadora de felicidade no trabalho) para a Fundação Dom Cabral. Um líder ruim deixa a equipe mais infeliz, diminui a qualidade das entregas, aumenta a rotatividade, prejudica a competitividade do negócio. Em contrapartida, um bom líder consegue fazer o oposto disso.

Então eu te pergunto: o quanto você se preocupa com a felicidade dos seus colaboradores? E o que falta para colocar esse item na lista de prioridades?



minicurriculo marcelo de abreu

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Logo Marcelo de Abreu. Palestrante, escritor e empresário, especialista em Gestão de Pessoas e Liderança.
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